Por que a antissepsia cirúrgica das mãos com preparações alcoólicas é considerada a melhor prática no centro cirúrgico? 

Mao com luva cirurgica azul recebendo gel alcoolico de frasco pump para antissepsia cirurgica das maos em ambiente hospitalar

Um dos maiores riscos dos procedimentos invasivos são as Infecções do Sítio Cirúrgico. Além delas impactarem diretamente a recuperação do paciente, geram custos adicionais para as instituições de saúde. Diante desse cenário, os protocolos de antissepsia das mãos para cirurgia evoluíram de forma consistente nos últimos anos. 

Práticas historicamente consolidadas mudaram e é nesse contexto que as preparações alcoólicas, como o Aniosgel 85 NPC, passaram a ocupar um papel central.

Preparações alcoólicas e técnica tradicional: o que apontam as evidências 

O artigo “Surgical hand antisepsis to reduce surgical site infection”, publicado na Cochrane, compara a escovação tradicional com água e soluções aquosas, como clorexidina ou iodopovidona, com a fricção usando preparações alcoólicas

O principal ponto é que a mudança para a fricção alcoólica se sustenta sem perda de segurança. E, quando o foco é a redução de Unidades Formadoras de Colônias (UFCs) nas mãos, as formulações alcoólicas com ingredientes adicionais tendem a apresentar desempenho melhor do que a escovação aquosa na maioria dos estudos, reduzindo a carga microbiana com mais eficiência.

Esse direcionamento também aparece na “Revisão sistemática sobre antissepsia cirúrgica”, da Revista da Escola de Enfermagem da USP, que analisou 25 estudos e mostrou que, em 17 deles, as preparações alcoólicas tiveram redução microbiana igual ou maior do que os produtos tradicionais. 

O trabalho destacou ainda que o álcool em gel tem ação rápida e boa atividade contra bactérias Gram-positivas, Gram-negativas, fungos e vírus, fortalecendo o controle microbiológico antes do procedimento. 

Na prática, essa escolha também melhora a operação do dia a dia, com uma economia estimada de cerca de 18,5 litros de água por cirurgia em comparação com a técnica tradicional.

A importância da antissepsia cirúrgica alcoólica das mãos diante das falhas de barreira das luvas 

Segundo a “Revisão sistemática sobre antissepsia cirúrgica das mãos com preparação alcoólica em comparação aos produtos tradicionais”, mesmo com luvas, ainda existe margem para transmissão de microrganismos das mãos da equipe ao paciente. 

Ao final da cirurgia, em média 18% das luvas podem apresentar microperfurações (5% a 82%), e o mais preocupante é que mais de 80% dessas falhas passam despercebidas.

É por isso que a antissepsia das mãos para cirurgia tem um papel decisivo: ela reduz a carga microbiana e sustenta o controle ao longo do procedimento, ajudando a proteger o campo operatório justamente quando a barreira da luva deixa de ser totalmente confiável.

Técnica de antissepsia das mãos para cirurgia com preparações alcoólicas 

Veja esse passo a passo para substituir a escovação tradicional pela antissepsia cirúrgica das mãos com preparação alcoólica. 

1. Escolha da preparação alcoólica para antissepsia cirúrgica das mãos

Para a antissepsia cirúrgica das mãos, recomenda-se a utilização de uma preparação alcoólica desenvolvida especificamente para essa finalidade, seguindo sempre as orientações de uso do fabricante quanto à técnica de aplicação e ao tempo de fricção.

O AniosGel 85 NPC, da Anios, segue integralmente as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a técnica de antissepsia cirúrgica das mãos com preparações alcoólicas, incluindo o tempo de fricção recomendado.

Além do respaldo técnico, o produto apresenta características que favorecem sua utilização frequente no ambiente cirúrgico:

  • Preservação da integridade da pele: sua formulação contém emolientes e agentes hidratantes que ajudam a manter a barreira cutânea mesmo após aplicações repetidas ao longo do turno.
  • Alta tolerabilidade: por ser isento de fragrância e corantes, contribui para reduzir o risco de irritações e sensibilizações em profissionais que realizam a higiene das mãos diversas vezes ao dia.
  • Maior conforto durante a paramentação: sua formulação seca rapidamente e não deixa sensação pegajosa, facilitando o calçamento das luvas estéreis.
  • Amplo espectro de ação: apresenta eficácia comprovada contra bactérias, fungos, leveduras e vírus, atendendo às necessidades de segurança do ambiente cirúrgico.

2. Preparação

Antes de usar o álcool, vale checar 2 pontos simples que fazem toda a diferença no resultado:

  • Garanta que as mãos estejam secas: se você lavou as mãos antes (por sujidade visível ou na primeira antissepsia do turno), seque totalmente. Umidade residual pode diluir o álcool e reduzir a eficácia.
  • Observe a integridade da pele: verifique se há cortes, fissuras ou lesões, já que pele sensibilizada compromete a tolerabilidade e aumenta risco ocupacional.

3. Fricção cirúrgica segundo o CEN (Comitê Europeu de Normalização) 

São necessários 90 segundos no total, divididos em duas aplicações de 45 segundos, em conformidade com a norma EN 12791.

Primeira aplicação (45 segundos)

  1. Acione o dispensador, de preferência com o cotovelo, e aplique quantidade suficiente para cobrir mãos e antebraços.
  2. Comece pelas pontas dos dedos e região subungueal, que costumam concentrar maior risco de contaminação.
  3. Friccione mãos, punhos e antebraços até a altura do cotovelo, mantendo a fricção contínua por 45 segundos.

Segunda aplicação (45 segundos)

  1. Aplique uma nova dose do produto.
  2. Repita a fricção, garantindo cobertura completa de palmas, dorso, espaços entre os dedos, punhos e antebraços.
  3. Mantenha por mais 45 segundos, completando os 90 segundos do protocolo.

4. Secagem e paramentação

Depois da fricção, a etapa final é simples:

  • Deixe secar naturalmente: não use toalhas. Aguarde o produto evaporar até a pele ficar seca ao toque.
  • Calce as luvas estéreis em seguida: somente após a secagem e evite tocar em qualquer superfície não estéril.

Os perigos de não respeitar o tempo de fricção com solução alcoólica 

Quando o tempo de fricção é encurtado, o risco é entrar no procedimento com redução microbiana insuficiente

O estudo da “Antissepsia cirúrgica das mãos com preparação alcoólica: redução microbiana em diferentes tempos de uso no centro cirúrgico” mostrou que quando feitas em menos de 90 segundos, houve casos em que a redução foi apenas leve (até 50%) ou moderada. 

Além disso, em 15,5% dos procedimentos avaliados, não houve nenhuma redução da contagem bacteriana após a antissepsia, sinal claro de técnica ou tempo inadequados.

Menos risco no seu centro cirúrgico 

O Aniosgel 85 NPC é um álcool em gel cirúrgico com ação rápida, amplo espectro e formulação que protege a pele, facilitando o uso diário e o calçamento das luvas. 

Compre na Med Supply e leve para sua instituição um padrão alinhado às boas práticas e às recomendações internacionais.

Referências 

ECOLAB. Aniosgel 85 NPC: álcool em gel para assepsia cirúrgica das mãos (Ficha Técnica). São Paulo: Ecolab, 2024.

GONÇALVES, Karen de Jesus; GRAZIANO, Kazuko Uchikawa; KAWAGOE, Julia Yaeko. Revisão sistemática sobre antissepsia cirúrgica das mãos com preparação alcoólica em comparação aos produtos tradicionais. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 46, n. 6, p. 1484-1493, dez. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/r9g9ys3cts58MBR3sNtQj7S/?format=pdf&lang=pt

PEIXOTO, Juliana Gil Prates et al. Antissepsia cirúrgica das mãos com preparação alcoólica: redução microbiana em diferentes tempos de uso no centro cirúrgico. Revista SOBECC, São Paulo, v. 25, n. 2, p. 83-89, abr./jun. 2020. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/601

TANNER, Judith et al. Surgical hand antisepsis to reduce surgical site infection. Cochrane Database of Systematic Reviews, [S. l.], n. 1, art. CD004288, jan. 2016. DOI: 10.1002/14651858.CD004288.pub3. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8647968/

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