Lactato sanguíneo no ambiente hospitalar: como fazer a interpretação rápida e assertiva com o i-STAT?

Profissionais de saude empurrando maca com paciente em corredor de hospital, representando urgencia no monitoramento de lactato

Na rotina hospitalar, especialmente em atendimentos à beira do leito, cada minuto faz a diferença na identificação de pacientes com deterioração clínica. Nesse contexto, a medição do lactato sanguíneo é um exame essencial para a monitorização hemodinâmica em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e Departamentos de Emergência (DE).

Mais do que medir, porém, é fundamental contar com a agilidade e a confiança no resultado. E é justamente nesse ponto que o point-of-care com o analisador sanguíneo portátil i-STAT se destaca e contribui para tomar decisões clínicas mais rápidas e assertivas.

Por que o lactato é tão importante?

O aumento dos níveis de lactato está tradicionalmente associado à hipóxia e à hipoperfusão tecidual, ou seja, situações em que o oxigênio ofertado às células não atende à demanda do organismo. 

Por isso, níveis elevados de lactato são frequentemente observados em quadros críticos, como choque séptico.

O desafio do laboratório central e a agilidade do point-of-care

No modelo tradicional, a amostra de sangue é coletada e encaminhada ao laboratório central. O desafio está no tempo: o ideal é que a análise ocorra em até 15 minutos após a coleta. 

Quando isso não acontece, ou quando a amostra não é armazenada adequadamente em gelo, os glóbulos vermelhos continuam produzindo lactato in vitro, o que pode levar a valores falsamente elevados e impactar a conduta clínica.

Com o i-STAT, esse processo ganha velocidade e praticidade. 

Utilizando tecnologia avançada de biossensor e cartuchos específicos, como o CG4+, o equipamento permite medir lactato e gasometria diretamente ao lado do paciente, com resultados em apenas 2 minutos e exatidão comparável à do laboratório central.

2 estudos mostram como o analisador sanguíneo portátil ajuda a acelerar o diagnóstico de lactato

1. Redução de Internações na UTI no Texas

Um caso prático citado no “Estudo de caso do mundo real: Otimizando os protocolos de sepse para reduzir significativamente os custos do tratamento e melhorar os resultados”, da Abbott, implementou medições de lactato POC em um grande centro de trauma com o i-STAT.

O objetivo era aprimorar os protocolos de sepse no departamento de emergência. O uso da análise rápida à beira do leito gerou os seguintes resultados:

  • Resposta mais rápida: a equipe conseguiu adiantar a chegada até o primeiro antibiótico e a administração de fluidos em até 95 minutos.
  • Menos internações graves: houve uma redução de 30% nas internações na UTI. Constatou-se que até 43% dos pacientes do departamento de emergência que eram transferidos para a UTI com sepse poderiam não precisar desse tratamento se o risco fosse reduzido rapidamente.
  • Economia milionária: a mudança no fluxo gerou uma redução de custos de US$ 1,5 milhão no primeiro ano e US$ 2,5 milhões ao ano a partir do segundo ano, somando-se à redução no tempo de ventilação mecânica e no tempo total de internação.

2. Diferenciação imediata entre Choque Séptico e Hipovolêmico

A pesquisa foi realizada no setor de emergência, fora da UTI, do Hospital de Dhaka, em Bangladesh, com adultos gravemente doentes com diarreia aguda.

Os dados foram divulgados no estudo “Point of care lactate for differentiating septic shock from hypovolemic shock in non-ICU settings: a prospective observational study”, publicado no The Lancet Regional Health – Southeast Asia, em novembro de 2024.

No local, o uso de um medidor de lactato portátil, do tipo POCT, no ambiente de emergência mostrou como a análise à beira do leito pode contribuir para decisões mais rápidas e assertivas. 

Com a medição feita no próprio local de atendimento, foi possível diferenciar o choque séptico do choque hipovolêmico causado por desidratação grave com mais agilidade.

Os resultados mostraram que, embora ambos os grupos apresentassem lactato elevado na chegada, o acompanhamento com POCT permitiu observar que, após o início da hidratação, o lactato caiu de forma significativamente mais rápida e acentuada nos pacientes com choque hipovolêmico, tanto na 1ª quanto na 6ª hora. 

No choque séptico, essa queda não foi tão pronunciada, o que ajudou a diferenciar as duas condições.

Além disso, o uso do lactato POCT logo na admissão também ajudou a prever a necessidade de uso de inotrópicos, com ponto de corte de 3,9 mmol/L.

Esse resultado reforça a importância do POCT como um recurso que apoia a avaliação rápida, o monitoramento em curto intervalo de tempo e uma conduta clínica mais assertiva no ambiente de emergência.

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A adoção da medição de lactato por point-of-care traz vantagens importantes para a rotina assistencial e para o suporte à tomada de decisão clínica:

Aceleração do tratamento

Sem depender do tempo de resposta do laboratório, a equipe consegue agir com mais rapidez diante de situações críticas. 

Melhoria do fluxo assistencial e economia hospitalar

A identificação precoce e o suporte a intervenções mais assertivas ajudam a reduzir internações desnecessárias em UTI em até 30%, além de contribuir para a redução do tempo de internação e dos custos para a instituição.

Mais segurança na qualidade da amostra

Ao realizar o exame à beira do leito, reduz-se a interferência de fatores pré-analíticos relacionados ao transporte e ao atraso na centrifugação da amostra.

+20 exames em um único dispositivo 

Um único dispositivo portátil é capaz de analisar marcadores cardíacos, gasometria, química e eletrólitos, coagulação, hematologia e até mesmo fazer a detecção precoce de gravidez com o β-hCG. Basta comprar os cartuchos e usar à beira do leito. 

Como interpretar e agir de forma assertiva?

Ter o resultado em mãos rapidamente é um grande diferencial. Mas, para uma conduta assertiva, a interpretação clínica também exige atenção a alguns pontos importantes:

1. Conheça os valores de referência
 

Resultados acima do nível determinado exigem atenção e podem indicar a necessidade de monitoramento mais próximo ou de intervenção terapêutica.

2. O nível de lactato ao longo do tempo faz toda a diferença

Quando o lactato inicial está elevado e, após uma intervenção, uma nova medição com o i-STAT mostra a queda, isso sugere melhora da perfusão e resposta positiva ao tratamento.

3. As medições seriadas ajudam a evitar interrupções precoces

A repetição rápida da análise contribui para acompanhar a resposta do paciente à reanimação guiada por metas. Isso ajuda a evitar a suspensão prematura de terapias essenciais. Em contrapartida, um lactato persistentemente elevado ou sem redução após o tratamento pode indicar pior prognóstico.

4. Avalie sempre o quadro completo

O lactato não deve ser analisado isoladamente. Embora seja um importante marcador de hipóxia e hipoperfusão, outras condições também podem interferir em sua produção ou eliminação, como disfunção hepática grave e uso de determinados medicamentos. 

Por isso, a análise dos sinais vitais e da evolução clínica, associada aos resultados obtidos com o i-STAT, oferece uma visão mais completa do paciente.

Decisões mais rápidas começam com resultados na hora

Na rotina hospitalar, esperar não é uma opção. Com o i-STAT, sua equipe tem acesso a resultados em minutos, diretamente à beira do leito, ganhando agilidade para avaliar o paciente, apoiar a conduta clínica e otimizar o atendimento. 

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Referências

ABBOTT POINT OF CARE. Estudo de caso do mundo real: Otimizando os protocolos de sepse para reduzir significativamente os custos do tratamento e melhorar os resultados. Princeton: Abbott Point of Care Inc., [2022].

ABBOTT POINT OF CARE. Dar resposta às principais dificuldades do serviço de urgência: Sistema i-STAT. Princeton: Abbott Point of Care Inc., 2013.

SHAHRIN, L. et al. Point of care lactate for differentiating septic shock from hypovolemic shock in non-ICU settings: a prospective observational study. The Lancet Regional Health – Southeast Asia, v. 30, art. 100500, nov. 2024. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lansea/article/PIIS2772-3682(24)00150-1/fulltext

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