Atendimento Pré-Hospitalar (APH): guia para médicos e enfermeiros socorristas 

Dois socorristas realizando atendimento pré-hospitalar (APH) dentro de ambulância com oxigênio e soro para paciente em maca

O Atendimento Pré-Hospitalar (APH) ocupa uma posição estratégica dentro da cadeia de sobrevivência. É nele que decisões críticas são tomadas em minutos, muitas vezes em ambientes instáveis, com recursos limitados e sob intensa pressão emocional. 

Para médicos e enfermeiros socorristas, atuar no APH exige raciocínio clínico rápido, liderança, preparo emocional e capacidade de priorização.

Nesse contexto, a incorporação de tecnologias point-of-care, como o analisador portátil i-STAT, representa um avanço para qualificar decisões clínicas ainda no local ou durante o transporte, reduzindo o tempo até o tratamento definitivo.

Continue a leitura e entenda mais sobre o assunto. Até o final, confira:

  • O que é APH (Atendimento Pré-Hospitalar)?
  • Como fazer um bom Atendimento Pré-Hospitalar (APH)?
  • i-STAT: leve o diagnóstico para dentro da ambulância
  • FAQ: dúvidas frequentes
  • Considerações finais

Resumo

  • O Atendimento Pré-Hospitalar (APH) é a assistência prestada à vítima no local do agravo à saúde, antes da chegada ao hospital, com o objetivo de estabilizar o paciente, evitar sequelas e óbitos e garantir o transporte adequado;
  • Pode ser fixo, em unidades de saúde que não são hospitais, ou móvel, com ambulâncias coordenadas pela Central de Regulação;
  • Um bom atendimento começa pela avaliação do local, para identificar riscos, e pelo atendimento inicial, com a escala AVDI para a consciência, o protocolo ABC (vias aéreas, respiração e circulação) e a classificação CIPE, com permanência de no máximo cinco minutos para pacientes críticos e instáveis;
  • Na avaliação dirigida, o socorrista faz uma entrevista objetiva e analisa sinais vitais e sintomas, e na avaliação física detalhada examina o paciente da cabeça ao dorso em sequência;
  • A avaliação continuada segue a gravidade, com reavaliação após cada manobra nos críticos, a cada 5 minutos nos instáveis e a cada 15 minutos nos estáveis;
  • O i-STAT, analisador sanguíneo portátil da Abbott, entrega em minutos resultados como PT/INR, troponina, BNP, lactato e gasometria, o que ajuda a acompanhar tendências, ajustar a ventilação e preparar o hospital antes da chegada;
  • Na Med Supply, quem atua no APH pode conhecer o i-STAT e pedir uma apresentação com a equipe.

O que é APH (Atendimento Pré-Hospitalar)?

O Atendimento Pré-Hospitalar (APH) é a assistência prestada à vítima logo após um agravo à saúde, no local onde ela se encontra, antes da chegada ao hospital. Ele atende situações clínicas, cirúrgicas, traumáticas e psiquiátricas.

O objetivo é estabilizar o paciente, evitar sequelas e óbitos e garantir o transporte adequado até o serviço mais indicado para o caso.

O APH pode ser fixo, quando o atendimento acontece em unidades de saúde que não são hospitais, como unidades básicas e unidades de pronto atendimento. Também pode ser móvel, quando a equipe vai até a vítima com ambulâncias. No modelo móvel, a Central de Regulação coordena o atendimento, define o recurso enviado e indica o destino do paciente.

Em campo, médicos e enfermeiros socorristas seguem protocolos padronizados. São eles que organizam o raciocínio clínico e dão segurança às decisões tomadas em poucos minutos.

Como fazer um bom Atendimento Pré-Hospitalar (APH)?

Profissionais de saúde precisam passar por 5 etapas ao atender o paciente. São elas: 

1. Avaliação do local

A avaliação da cena é o primeiro passo do Atendimento Pré-Hospitalar e começa antes mesmo do contato com o paciente. 

O socorrista precisa identificar imediatamente riscos como tráfego intenso, fios elétricos soltos, vazamento de produtos perigosos e situações de violência. 

A equipe precisa identificar rapidamente se está diante de um caso traumático, como colisão ou queda, ou de uma emergência clínica.

2. Atendimento inicial do paciente

A avaliação inicial no Atendimento Pré-Hospitalar não tem o objetivo de fechar um diagnóstico completo. 

Ela é um processo rápido, estruturado e extremamente objetivo, feito para identificar e corrigir, imediatamente, o que pode levar à morte em poucos minutos.

Protocolo para pacientes conscientes

Antes de qualquer intervenção, o socorrista se identifica e, se a pessoa estiver consciente, pede permissão para ajudar. Em seguida, avalia rapidamente o nível de consciência pela escala AVDI:

  • A (Alerta): está acordado e responde normalmente?
  • V (Verbal): responde quando é chamado?
  • D (Dor): reage apenas a estímulo doloroso?
  • I (Inconsciente): não responde a nenhum estímulo?

Essa avaliação já orienta a urgência das próximas etapas e ajuda a definir risco imediato.

Paciente inconsciente, confuso ou com sinais de gravidade

Aplica-se o protocolo ABC, com foco no que precisa ser corrigido primeiro:

  • A: vias aéreas com atenção à coluna cervical: a prioridade é garantir a passagem de ar. Quando há suspeita de trauma, a estabilização manual da coluna cervical deve acontecer imediatamente para evitar agravamento de lesões medulares;
  • B: respiração: aqui a equipe checa se a ventilação é efetiva ao ver a expansão do tórax, ouvir o som respiratório e sentir o fluxo de ar. Se a respiração estiver ausente ou insuficiente, inicia-se ventilação assistida com reanimador manual (Ambu) conectado ao oxigênio;
  • C: circulação:  neste ponto, verifica-se pulso e busca-se ativamente por hemorragias importantes. Sangramentos graves precisam ser contidos de imediato.  Um equipamento que pode auxiliar essa avaliação é o i-STAT. Com resultados em poucos minutos, é possível avaliar os níveis de lactato e hemoglobina que ajudam a indicar hipóxia tecidual e perda sanguínea interna que nem sempre ficam evidentes no exame físico.

Com base no que foi encontrado na avaliação inicial, o paciente é classificado usando a escala CIPE:

  • C (Crítico): parada cardiorrespiratória;
  • I (Instável): inconsciência, choque, dificuldade respiratória severa;
  • P (Potencialmente instável): choque compensado;
  • E (Estável): sinais vitais dentro do esperado.

Para pacientes críticos e instáveis, o tempo de permanência no local da ocorrência não deve ultrapassar cinco minutos.

– Leia também: PHMB para feridas: o que é, funcionamento e eficácia clínica

3. Avaliação dirigida no Atendimento Pré-Hospitalar

Esse é o momento de entender melhor o que está acontecendo. Essa etapa se apoia em dois pontos principais: entrevista e a análise de sinais vitais.

Entrevista

Quando o paciente está consciente, a conversa é objetiva e direcionada. O socorrista coleta dados essenciais como identificação, o que aconteceu e há quanto tempo, histórico do quadro, doenças prévias, medicamentos em uso e alergias. Além de informar, o diálogo ajuda a acalmar o paciente e melhora a cooperação durante o atendimento.

Análise de sinais e sintomas

O socorrista vai precisar analisar dois tipos de:

  • Sinais vitais: pulso, respiração, pressão arterial e avaliação de pele e temperatura;
  • Sintomas: dor, náusea, tontura, falta de ar, etc.

Onde o i-STAT fortalece a avaliação dirigida

O i-STAT é um analisador sanguíneo portátil, com resultados em minutos na beira do leito do paciente, que ajuda a confirmar suspeitas com rapidez, como:

  • Uso de anticoagulantes e risco de sangramento ao avaliar (PT/INR);
  • Dor no peito com suspeita de infarto (Troponina e CK-MB);
  • Falta de ar para diferenciar causa cardíaca de causa respiratória (BNP).

4. Avaliação física detalhada

O “Manual de Atendimento Pré-Hospitalar” orienta uma sequência lógica de avaliação:

  1. Cabeça e face: O socorrista examina couro cabeludo, testa e face, buscando sangramentos que podem estar ocultos pelo cabelo. Também observa pálpebras, olhos e pupilas, nariz e ouvidos, com atenção para possíveis saídas de sangue ou líquor, além de avaliar a cavidade oral;
  2. Pescoço: Antes da colocação definitiva do colar cervical, avaliam-se as regiões anterior, lateral e posterior do pescoço, procurando sinais como desvio de traqueia ou distensão de veias jugulares;
  3. Ombros e tórax: Clavículas e ombros são palpados em busca de dor e instabilidade. No tórax, a equipe observa assimetrias respiratórias, dor à palpação e sinais de instabilidade;
  4. Abdômen: O exame é feito por quadrantes, procurando rigidez, distensão e dor, sinais que podem sugerir hemorragia interna ou lesão abdominal relevante;
  5. Pelve e genitais: A estabilidade da bacia é verificada com cautela, para evitar agravar fraturas. A região genital também é observada, considerando sinais como sangramentos;
  6. Extremidades: A avaliação é feita membro a membro, verificando três pontos essenciais: pulso (circulação), motricidade (movimento) e sensibilidade;
  7. Dorso: Normalmente realizada durante o rolamento em bloco para a prancha, com inspeção completa das costas e da coluna vertebral.

5. Avaliação continuada no Atendimento Pré-Hospitalar

No ambiente dinâmico da ambulância, a reavaliação precisa seguir um ritmo bem definido, de acordo com a gravidade:

  • Pacientes críticos: reavaliar após cada manobra de reanimação ou intervenção maior;
  • Pacientes instáveis: revisar sinais vitais e exame físico a cada 5 minutos;
  • Pacientes estáveis: reavaliar em intervalos de 15 minutos.

O i-STAT fortalece a avaliação contínua do paciente

Veja como esse analisador sanguíneo portátil da Abbott pode ajudar:

  • Acompanhar tendências, não apenas números isolados: Em transferências secundárias ou transportes longos, a equipe pode repetir testes e acompanhar a evolução. Um exemplo prático é o lactato: medições seriadas ajudam a entender se a perfusão está melhorando ou se o paciente segue em sofrimento celular, mesmo com pressão arterial aparentemente aceitável;
  • Ajustar a ventilação: Em pacientes intubados, o i-STAT pode fazer a gasometria arterial ou venosa durante o trajeto, obtendo dados objetivos como pH e CO2; 
  • Preparar o hospital antes da chegada: Outro ganho direto é a comunicação antecipada. Resultados obtidos no transporte podem ser repassados ao serviço de destino. Assim, o hospital pode mobilizar equipe, centro cirúrgico e banco de sangue antes mesmo da ambulância chegar.

i-STAT: leve o diagnóstico para dentro da ambulância

Mão com luva branca segurando o analisador portátil i-STAT, com tela e teclado numérico, acima de um botão azul com o texto “COMPRAR”
O i-STAT no Atendimento Pré-hospitalar (APH) leva exames de sangue para dentro da ambulância e entrega resultados em minutos, o que ajuda a equipe a definir a conduta antes mesmo da chegada ao hospital.

No Atendimento Pré-Hospitalar, tempo é decisão. Quanto antes a informação certa chega, maiores são as chances de um desfecho positivo.

O i-STAT transforma a avaliação no APH, levando exames laboratoriais críticos para o momento em que eles realmente fazem diferença.

Se você atua no APH, conheça o i-STAT. Fale com a nossa equipe e peça uma apresentação.

– Leia também: Teste Laboratorial Remoto (TLR): a importância do controle de qualidade e rastreabilidade no procedimento

FAQ: dúvidas frequentes

O que é APH (Atendimento Pré-Hospitalar)?

É a assistência prestada à vítima logo após um agravo à saúde, no local onde ela se encontra. Atua em situações clínicas, cirúrgicas, traumáticas ou psiquiátricas, com foco em estabilizar o paciente e realizar o transporte adequado para a rede integrada ao SUS, evitando sequelas e óbitos.

Quais as etapas do atendimento pré-hospitalar?

O APH segue um processo estruturado em cinco fases. Começa pela avaliação da cena, passa pela avaliação inicial e dirigida, segue para o exame físico detalhado e se mantém na avaliação continuada durante o transporte, garantindo monitoramento constante até a chegada ao hospital.

Quais são os tipos de APH?

O APH pode ser classificado pela origem da solicitação e pela estrutura. Quanto à origem, pode ser móvel primário, quando o chamado vem do cidadão, ou móvel secundário, quando há transferência entre serviços de saúde. Quanto à estrutura, divide-se em APH fixo e APH móvel, realizado por ambulâncias.

O que faz um profissional de APH?

Ele é responsável por identificar riscos à vida, prestar o atendimento inicial e transportar o paciente com segurança. Suas funções incluem uso de EPIs, avaliação clínica, intervenções emergenciais e comunicação com a Central de Regulação. Enfermeiros atuam com autonomia, raciocínio clínico e liderança sob pressão.

Como o método START funciona em casos de múltiplas vítimas?

O método START é uma triagem rápida usada quando há mais vítimas do que recursos disponíveis. Ele classifica os pacientes por cores, conforme gravidade e chance de sobrevivência, permitindo priorizar o atendimento e salvar o maior número possível de vidas em pouco tempo.

Quais são os riscos da negligência no uso de EPIs básicos em um APH?

A não utilização de EPIs expõe o profissional a riscos biológicos, químicos e físicos, além de aumentar a chance de se tornar uma nova vítima. Isso compromete a segurança da equipe, atrasa o atendimento e pode gerar afastamentos, contaminações e falhas graves na resposta à emergência.

Considerações finais

No Atendimento Pré-Hospitalar, seguir as etapas de avaliação ajuda a equipe a priorizar o que ameaça a vida. Com o i-STAT, o socorrista tem exames como lactato, troponina e gasometria ainda no local ou durante o transporte. Fale com a equipe da distribuidora de produtos hospitalares Medsupply e conheça o i-STAT.

Referências 

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